
Ter filho nas condições normais de papai, mamãe, filhinho já não é tarefa das mais fáceis. Ser mãe solteira, então... Tarefa mais difícil ainda.
Mesmo contando com todo o suporte da família, dos amigos e do pai do bebê, tem horas que somos só eu meu filhote.
Dia desses passei por um dos muitos testes que a vida ainda vai me pregar: eu, que desde que o João nasceu, não fiquei mais de 4 horas sozinha com ele, fui de ônibus de Cabo Frio para o Rio. Só nós dois e todos que se mobilizaram para me ajudar. Afinal, era carrinho, mala, bolsa, bolsa de mão, bolsinha do João e o João para carregar. Eu acho que, junto com a criança, deveriam nascer mais braços nas mães. É sempre assim: você consegue arrumar tudo nos braços, tudo encaixadinho, é só pegar o bebê no colo e, de repente... cai a chupeta e você está sozinha. Larga tudo no chão, pra poder abaixar e pegá-la do chão, depois cata tudo de novo.
Mas voltando à viagem. Eram 2 horas e meia no ônibus, mais dois dias inteirinhos sozinha com o João. Preciso dizer que não consegui dormir direito na noite anterior, tamanho o nervosismo?
A ida pra rodoviária foi molezinha, carona da minha mãe, tudo na mala, ela carregando o João até o ônibus e eu as malas (que foram devidamente reduzidas, mas ainda assim faziam um certo volume). A aventura começou no ônibus. Peguei a poltrona do corredor, tava meio desajeitada com o João, que pra completar tudo resolveu golfar com gosto a roupa dele e a minha. Imagina limpar uma criança inteira equilibrando ela em uma das pernas, enquanto você tira seu casaco pra o cheiro de leite azedo não empestear o ambiente inteiro. Logo depois o passageiro do meu lado, na poltrona da janela, chega e vendo minha situação ridícula, cede seu lugar na janela, poltrona maior e mais espaço, para a pobre mãe desajeitada.
Meu filho, simpático e exibido que é, resolve então interagir com o solícito senhor ao nosso lado: o cutucava com os pés e quando o senhor olhava, ele ria com toda a sua cara de safado. Nesse momento eu não sabia onde enfiar minha cara.
Ao chegarmos no Rio, descendo do ônibus, o bondoso senhor ao meu lado, resolveu interromper o fluxo de passageiros que estavam no corredor, esperando para descer de uma maneira bem discreta: aos berros “Só um minutinho que a senhora vai sair com o neném ai, ó! Vâmo esperando ai, ó!” Vexame???? Total!
Passados os perrengues do ônibus, chegamos na rodoviária do Rio. Ninguém me esperando pra ajudar a carregar a tralha e ainda tinha um carrinho a ser retirado do bagageiro pra armar. Tudo isso com uma criança no colo. Não sabia da habilidade que tinha para o malabarismo. Fomos até o taxi e o maldito taxista fazendo corpo mole me fez desmontar o carrinho colocar as malas no carro e carregar a criança.
Bom, depois desse teste de resistência, posso dizer que os dois dias sozinha com ele serviram para certificar o que já sabia: sou mãe e a partir de agora consigo passar pelos maiores perrengues sem grandes danos. Não nasceram os dois braços que queria, mas consigo dar um jeitinho para resolver as situações. Virei a Mulher Maravilha, ou melhor dizendo, virei a Mamãe Maravilha!
Oi Lua!
ResponderExcluirVim aqui agradecer o comentário que deixou no meu blog. Valeu mesmo!
E, aproveitando, muito bom o seu texto! Imagino mesmo que mãe de primeira viagem deva ter muitos perrengues, até então desconhecidos, para resolver e que com certeza não são fáceis...
Acho que todas as mães de primeira viagem passam por isso, mas o pior mesmo é ser mãe solteira sem ter ajuda do maridão nessas horas...
ResponderExcluirAcho que é a hora que mais caiu a ficha!rs
Muito bom seu texto e amei as novidades!
Bjoo
Adorei...conheço dois blogs de mães de primeira viagem como vc.Tu vai amar! Depois te passo!
ResponderExcluirBjo
Fernanda.
Perrengue maior de todos é aguentar a saudade do meu pequeno. Vcs nunca estarão sozinhos.
ResponderExcluirParabéns pelo blog.
Beijo No gordo.
Paulo
To adorando as histórias,Luana!!!!!
ResponderExcluirAplausos pro PP (Paulo Paizão) hahahaa Vocês nunca estarão sozinho²
Um beijo em todos, Ana Paula!!!