
Se existe uma coisa que se faz quando se é mãe é pagar a língua.
Sempre disse que achava horrível essas mulheres que botam o peito pra fora em qualquer lugar para amamentar, mas foi só meu filho abrir o berreiro de fome no meio da rua, que lá estava eu, no cantinho, com o peitinho de fora, enquanto ele mamava.
Outra coisa que sempre critiquei eram as mulheres desleixadas que saiam com a alça do sutiã, enorme diga-se de passagem, aparecendo. Nos primeiros dias, ainda tinha um certo cuidado, mas chega uma hora que você, ou fica neurótica com as alças que insistem em aparecer justamente pela largura, ou relaxa e paga um sutiãzinho de leve.
Ser mãe e ser mulher parecem coisas incompatíveis. Ou você é vaidosa e prejudica o bebê, ou fica desleixada e vira mãe de uma vez por todas.
É o perfume que você não pode usar, o hidratante que não pode passar, o cabelo que não pode pintar, o sol que não pode pegar, a maldita cinta que você não pode tirar. Isso sem contar as olheiras por ter que acordar diversas vezes durante a noite, o cheiro de leite que exala de você (todos juram que não sentem esse cheiro, mas ele existe e bem forte.), as unhas que já não podem ser tão compridas para não arranhar o bebê, a limitação nas roupas, porque tem roupa que fica impossível para amamentar o filhote e a depilação na axila que você faz com medo porque dizem que isso pode empedrar o leite. E quando seu filhote resolve golfar em você? Aquele cheiro de leite azedo impregnado em você. Pior ainda é quando ele resolve golfar e escapa alguma coisa no seu cabelo... É mexer a cabeça e o cheiro subir.
Tem horas que você até faz umas estripulias, tira a cinta, passa um hidratante, pega um solzinho de leve, mas a dor na consciência é tão grande, que você acaba nem curtindo o que está fazendo. Maldita culpa!
Admiro as Cládias Leitte que existem por ai. Um mês de parida com a barriga sarada, linda, loira, escovada e perfumada (ok, não sei se estava mesmo, mas quem tem a barriga sarada em tão pouco tempo, usar perfume é nada!)
Por isso que, de agora em diante, mesmo com uma raiz de cabelo enooorme, a pele com cheiro de leite, as unhas curtas (mas feitas) e uma cinta maldita que me aperta a barriga, me auto declarei a mamãe delícia. Porque aturar todas as mudanças que a maternidade trouxe – físicas, psicológicas e hormonais- com bom humor, paciência e uma certa vaidade não é pra todas. Claudia Leitte que me aguarde!
Vc é mãe da vida real!
ResponderExcluirTer filhos q nem esse povo tem é molezinha!
Viva a raiz do cabelo por pintar, e o sutian horroroso aparecendo!!! rs*
Bjo.
Fato, Lu! 'Vc é mãe da vida real'. Essas mulheres não existem, passam a maior parte do tempo longe dos filhos... Se bobear nem conhecem de verdade os perrengues e os presentes que as mães 'reais' recebem e enfrentam.
ResponderExcluirAHAHA, Adoro te ver como mamãe!
ResponderExcluirEssas Giseles, Ivetes, e Claudias só existem graças as babás(porque nunca é só uma)são no minimo duas. Tem empregadas que fazem tudo em casa, cozinheiras, motorista e se estiverem desanimadas ainda tem a massagista,o personal... E NÓS MORTAIS TEMOS que amar nossos gostosos sem manual e achar graça disso, porque isso é a vida.
O que não pode é nos amargurarmos por isso, porque de noite indo dormir e ouvir aquele-MAMÃE TE AMO UM MONTÃO ASSIM, e passo o que eu estava dizendo!
OU então ver seu filho escrever o nome dele no papel. Você percebe que ele é um ser único.
DIVIRTA-SE
E só complementando os comentários acima, ninguém conseguiu contar ainda o número de babás que esse povo tem. Então de fato elas não valem! Valeu por compartilhar esses momentos aqui no blog, estou adorando!!!
ResponderExcluirBeijão!
Eu não assinei...o primeiro comentario é meu!!!!
ResponderExcluirBeijo, Fernanda.
huahauauahuahaa
ResponderExcluireu leio e imagino vc falando isso!
dps passa... ele vai crescer e vc vai sentir saudade até do cheiro de leite azedo. FATO!
bjos